sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Viagens a Chapada Diamantina




Hoje vou falar de um lugar que adoro e onde fui 6 vezes: Chapada Diamantina. Para aqueles que não sabem, este lugar abençoado fica no centro da Bahia.

Na primeira vez que fui estava atrás de aventura, mas não tinha noção do que ia encontrar lá. Isto foi em 2000, numas férias. Foi uma viagem com pouco planejamento e o que encontrei em uma semana de viagem foi surpreendente. Conheci paisagens tão diferentes entre si em tão pouco tempo, que demorei para assimilar tudo.

A Chapada oferece desde caminhadas mais leves e banhos de rios para aqueles que querem somente relaxar até trilhas mais aventureiras com rapel em cachoeiras e muito mais.

Vou citar alguns destes lugares (Alguns ainda pouco divulgados) e dicas:

Hospegadem: A principal cidade é Lençóis, que possui uma boa estrutura para turistas, para todos gostos e bolsos. O turista encontra desde pousadas simples até hotéis de luxo. Os preços variam muito entre alta temporada e baixa temporada. Se viajar nos meses de setembro, outubro e novembro (Fora de feriados), se consegue ótimos preços. Fora Lençóis, existem algumas cidades como Seabra e Palmeiras que tem lugares para hospedagem, mas com menos estrutura.

Agências e guias: Lençóis tem várias agências e operadoras, que em sua maioria oferecem os mesmos roteiros. Existem algumas voltadas para os mais aventureiros e que oferecem rapel, passeios de bicicross e outros. Para os que não optarem por agências, podem contratar guias. Mas aí vale uma observação: Procure guias registrados na associação de guias, que fica localizada na entrada da cidade. Não aceite os guias que se oferecem nas ruas.

Passeios:
Morro do Pai Inácio, Pratinha, Serrano e Ribeirão do Meio: São os roteiros mais tradicionais e qualquer agência faz. Para o Morro e Pratinha, é necessário ir de carro.

Poço Encantado: Fica numa propriedade privada, em outro município. Dista umas 2 hs de Lençóis. Se for em dia de sol e estiver entre abril e setembro, é um verdadeiro show ver o raio de sol entrando por uma fresta da gruta, onde fica o poço. Daí se tem uma visão fantástica do poço de mais de 60 m de profundidade e o reflexo das paredes da gruta na água.

Cachoeira do Sossego: Para chegar a esta bonita cachoeira, se segue uma trilha que saí de Lençóis e leva de 2 a 3 horas, dependendo da condição física. Boa parte da trilha segue o leito de um rio. Não é aconselhável fazer sem guia, porque não tem sinalização e várias bifurcações.

Cachoeira da Fumaça: É a maior cachoeira do Brasil e fica no município de Palmeiras. Exige um deslocamento de carro até lá. Depois são 2 h de trilha. A primeira parte é mais difícil toda de subida e boa parte de pedra. Mais a visão que se tem, da parte de cima da cachoeira, compensa qualquer esforço. Este roteiro exige um dia inteiro.
Outra opção para conhecê-la é o roteiro conhecido como Cachoeira da Fumaça por baixo. São três a quatro dias indo de Lençóis até a cachoeira, tendo a visão de sua parte de baixo. Já fiz esta trilha duas vezes e garanto que é fantástica, mas exige um grande esforço.
Um fato curioso sobre mim nesta trilha foi que no dia 11 de setembro de 2001, dia do atendado ao WTC, estava no segundo dia da trilha e só fui saber do atentado 3 dias depois. Nem eu e nem ninguém que estava comigo tinha a mínima noção do que tinha ocorrido.

Vale do Pati: É outra trilha para três ou quatro dias. E passa por lugares como Gerais do Vieira, Morro do Castelo e diversas cachoeiras, onde se destaca o Cachoeirão, que é um conjunto constituído de várias cachoeiras que descem de três paredões, localizadas num vale.

Fotos: De uma das 2 vezes que fiz a trilha da Cachoeira da Fumaça por baixo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Em Santiago e volta ao Brasil - 25 e 26/8/2007


No dia 24/08, dei vazão ao meu lado consumista e fui visitar lojas em Santiago. A cidade tem boas livrarias e centros comerciais. Aproveitei para comprar uma máquina fotográfica, que estava um preço menor que no Brasil. E mais uma vez fui almoçar no Mercado Central, onde comi um ótimo salmão, ao molho de camarão e mariscos, no restaurante La Joya Del Pacifico.

Do Chile, com certeza, sentirei saudade das comidas, pois adoro frutos do mar. :)

E claro, que estando em Santiago, não poderia deixar de trazer vinho, que é outro item de minha preferência. Infelizmente, como não tive tempo, não pude visitar as vinículas. Mas para os que desejarem, elas são várias, próximas da cidade e várias agências oferecem tours.

Dica: Na cidade, você encontra boa variedade de vinhos, e com bom preço, no Supermercado Diez, na Providencia.

No dia seguinte, foi a vez de encerrar esta viagem de quase três semanas. Pena que acabou. Outra destas, só nas próximas férias. O vôo de retorno, pela Lan Chile, tinha, em sua maioria, brasileiros. E vindos de excursão, com muitas e muitas compras. Parecia até retorno de muambeiros do Paraguai. rssss.

Do vôo vale destacar o visual da Cordilheira dos Andes, minutos depois da decolagem. Se puder, esteja numa janela do lado direito e desfrute.

Foto: Vista de Santiago, a partir do Cerro S. Cristobal.

Em Viña Del Mar e Valparaiso - 24/8/2007




Neste dia, uma sexta-feira, decidi visitar as cidades de Viña Del Mar e Valparaiso, que são próximas uma da outra, e distam 1h30 de Santiago aproximadamente. Foi o dia mais frio de minha visita ao Chile, com temperatura de 0 grau às 8 hs da manhã.

Para ir, poderia utilizar uma das dezenas de tours oferecidos pelas agências de viagem e que custam em média US$ 50,00. Mas resolvi ir de forma independente (E mais barata!).

Primeiro, de metrô até a estação Pajaritos. Lá, na parte de cima, fica uma das estações de ônibus. Ali comprei a passagem para Valparaiso (3.400 pesos) e 10 minutos depois o ônibus saiu.

Chegando em Valparaiso, felizmente o tempo estava bom. Caminhei pela cidade, visitando alguns pontos interessantes. Dentre eles, a pequena, mas bonita Plaza Sotomayor, onde tem um monumento da Marinha Chilena e o funicular Artilleria. Na parte alta deste último, está o Paseo 12 de Mayo, com uma ótima vista da cidade, de seu porto e sua costa. Aí encontrei muitos brasileiros, que estavam em excursão. Neste local, tem um restaurante, que não lembro o nome, com uma decoração bem inusitada, composta de móveis e utensílios bem antigos. E que tem um ótimo salmão. :)

Depois do almoço, segui para Viña Del Mar, de metrô. Este trecho, tem uma bonita parte da viagem que é por cima, passando pela orla. Em Vinã, segui andando pela orla. Vi algumas pessoas na praia, mesmo com muito frio. Visitei um palácio que fica na orla e o museu que tem um Moai. Daqueles da ilha da Páscoa. O retorno para Santiago foi de ônibus também e custou 3.700 pesos.

A curiosidade deste dia foi minha primeira vez vendo o Oceano Pacifico. Pena que não deu para arriscar um banho, com tanto frio.

Fotos: À esquerda, a orla de Viña del Mar e à direita Valparaiso, a partir do funicular Artilleria.

Em Santiago - 23/8/2007




Neste dia, primeiro estive no Cerro S. Cristobal. Para lá, você pode ir de metrô, até a estação Baquedano. E andar até a entrada do Cerro. No local, existe um funicular que leva para dois níveis: No mais alto, existe uma pequena capela, restaurantes, quiosques e uma boa vista da cidade. No nível médio, tem o Jardim Zoológico.

Como estava muito frio, fui direto para a parte alta, sem passar pelo Zôo. A vista da cidade ficou prejudicada pelo tempo nublado. Mas a subida valeu a pena. O preço do funicular (Ida e volta) foi 1.200 pesos.

Depois, estive no Cerro S. Lucia, que é menor e mais próximo do centro. Tem uma bonita visão e é ponto de encontro de estudantes, que eram maioria no local.

Estive também no interessante Mercado Central, local indispensável de visita. No local tem venda de variadas espécies de legumes, frutas e outros gêneros alimentícios. E principalmente uma grande área de venda de peixes e mariscos. Mas apesar disto, bem limpo.

Outras atrações do local são seus restaurantes. A maioria tendo como especialidade os pescados. Almocei no restaurante El Galeon. Comi uma boa e farta paella, que tinha frutos do mar e carnes. E não saiu caro.

Uma curiosidade que observei neste dia foram alguns “Paseos” do centro da cidade, que parecem calçadas de pedestres, mas na verdade são pistas normais de carro. :)

Fotos: No Cerro Santa Lucia.

Em Santiago - 22/8/2007




Em Santiago, fiquei num hotel no bom bairro de Providencia. O nome do hotel é Alcala Del Rio e a diária de US$ 67,00.
Santiago é uma cidade bem servida por transporte público. O metrô possui 4 linhas e corta boa parte da cidade. Além disso é bem em conta. A depender do horário custa entre 380 e 420 pesos.
Comecei minha visita à cidade, indo a SENATUR (Secretaria de Informações Turisticas), que se localiza próxima à estação Manuel Montt. Lá eles fornecem dicas e folhetos sobre as principais atrações da cidade e também de Viña Del Mar e Valparaiso.
Neste dia, visitei lugares no centro da cidade. Primeiro, a Plaza de Armas, onde se concentram alguns pontos turísticos: Catedral e Museu Historico Nacional. Para quem gosta de história (como eu), este museu é muito interessante, pois possui uma coleção bem completa da história do Chile e da América. Mostra desde os povos pré-descobrimento, até o golpe militar de 1973. A entrada custa 600 pesos.

Depois visitei outros pontos, como o palácio do governo (La Moneda). No geral, achei a cidade bem limpa e sinalizada, inclusive para pedestres. E um trânsito que flui bem. Coisa difícil em cidades grandes brasileiras.

As fotos acima são da Catedral e Plaza de Armas.

Para Santiago - 21/8/2007

Depois da emoção de conhecer Machu Picchu e as outras atrações que Cusco tem a oferecer, foi hora de seguir para Santiago.
Saindo de Cusco, fui num vôo da Lan Peru, para Santiago, com conexão em Lima. O vôo até Lima é rápido, menos de 1 hora de duração. No aeroporto de Lima, esperei bastante, porque a conexão foi somente 6 horas depois. Não vi marcas do terremoto.
O vôo até Santiago foi pontual e cheguei na madrugada do dia 22/08, com muito frio. Duas coisas desagradáveis ocorreram no aeroporto de Santiago. A primeira foi minha mochila grande ser barrada por causa de um sabonete. Isto mesmo, um sabonete. O cara da revista achou que era fruta ou outro alimento e quase me fez abrir e desfazer minha mochila. Mas depois de explicado, ele deixou passar, sem isto ser necessário. A outra coisa foi mais chata. Na casa de câmbio do aeroporto, troquei US$ 50,00. A cotação estava 508,00 pesos por US$ 1,00. Como estava com muito sono e o valor em pesos é alto, não notei que tinha recebido menos. Deveria receber 25.400 pesos, mas recebi somente 24.400 pesos.
Dica: Troque em casas de câmbio do aeroporto, somente um pequeno valor, para necessidades imediatas. Geralmente, a cotação é menor que em outros lugares.